Petição dirigida a: Senhor Presidente da República Portuguesa
Demissão de Francisco Louçã do cargo de Conselheiro de Estado
Demissão de Francisco Louçã do cargo de Conselheiro de Estado
O Holodomor foi um dos crimes mais bárbaros cometidos por um regime comunista. “Holodomor” significa, em ucraniano, “extermínio pela fome”.
Para forçar as suas políticas de coletivização e castigar a Ucrânia, Estaline não hesitou em fechar as fronteiras ucranianas e confiscar os alimentos, condenando à morte, pela fome, milhões de pessoas indefesas, entre 1932-1933 (a estimativa mais alta aponta para os dez milhões). Foi do canibalismo praticado pelo desespero da fome que nasceu o mito que “os comunistas comem crianças ao pequeno-almoço”. Na realidade, foi por causa dos atos dos comunistas que crianças serviram de refeição às suas famílias, como está documentado.
Francisco Louçã utilizou, no passado dia 26 de Março, no seu espaço de opinião na SIC Notícias, um excerto de um discurso da deputada da assembleia municipal de Lisboa, Aline Beuvink, para desvalorizar este infame crime, em tom de troça.
Aline Beuvink, cujo discurso na Assembleia Municipal se tornou viral, é descendente de ucranianos e professora de História na Universidade Autónoma.
Veja o vídeo com o seu discurso: https://www.youtube.com/watch?v=zOUlZMtaTdc
Francisco Louçã, também professor universitário, conhece perfeitamente a verdade. Porém, não hesitou em usar os factos em favor do seu campo político, desvalorizando o mito dos comunistas e das crianças comidas ao pequeno-almoço. Com esse gesto, demonstrou uma monstruosa insensibilidade, ofendendo o povo ucraniano e envergonhando Portugal.
Francisco Louçã não tem a dignidade - nem a humanidade - para continuar a exercer o cargo de Conselheiro de Estado, para o qual foi eleito pela Assembleia da República Alguém que troça de um holocausto comparável ao dos judeus na II Guerra Mundial, com fins políticos, não pode continuar a exercer um cargo como se nada tivesse acontecido.
Assine esta petição dirigida ao Presidente da República, exigindo a demissão de Francisco Louçã.
Será dado conhecimento de cada e-mail à Embaixada da Ucrânia em Portugal, como forma de mostrar a indignação dos portugueses face ao sucedido.